CÓDIGOS E AFINS

Segundo a Pesquisa de Crimes Eletrônicos 2014, realizada pela FecomercioSP,  foi constatado que 18% de 1 mil pessoas entrevistadas já foram vítimas de algum crime virtual.

Nesta pesquisa, também foi comprovado que a porcentagem de pessoas que sentem medo de serem vítimas de algum crime digital é alto, chegando a 80,8%. Porém, apenas 65,6% dos entrevistados fazem uso de softwares que evitam a captura de senhas ou impedem a invasão de computadores.

Durante a navegação, é muito importante que o usuário se conscientize dos riscos que existem no meio virtual. Infelizmente, ninguém está 100% seguro neste ambiente, por isso, é primordial muita cautela no fornecimento de dados pessoais e manter o pé atrás de cada anúncio, link misterioso ou e-mail de remetente desconhecido que chega até nós.

Abaixo, você confere quais são os tipos de crimes virtuais que mais fazem vítimas nos dias de hoje:

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Mobile malware – os malwares são vírus desenvolvidos para causar danos e ou capturar dados pessoais. Nos últimos anos, houve um grande crescimento de malwares desenvolvidos para atacarem aparelhos móveis. As principais portas de entrada para estes vírus são: anúncios falsos clicáveis e download de aplicativos.

Os aplicativos que mais causam danos nos aparelhos estão mascarados como recursos que despertam o interesse e a curiosidade das pessoas, como jogos ou utilidades.

Os especialistas no assunto afirmam que no ano passado, 4,6 milhões de pessoas tiveram seus smartphones infectados por um malware que veio mascarado como um aplicativo de personalizar o fundo das telas de celulares. Este vírus capturava todos os dados do usuário e enviava as informações para um site chinês.

Promoções ou concursos via Facebook – as pessoas gostam muito de promoções e concursos. E os criminosos também sabem disso. Eles usam essa informação para criar ofertas falsas e atrair um clique da vítima.

Softwares falsos de antivírus – a disseminação de falsos antivírus também são uma outra tentativa de invasão de privacidade e roubo de dados executados pelos criminosos. Os usuários recebem ‘alertas’ ao visitar determinados sites, informando que o eletrônico corre o risco ou já foi infectados por um vírus. Diante do susto, as pessoas acabam confirmando o download do falso antivírus ou até pagando por um software inexistente.

A empresa de informática McAfee afirmou que, atualmente, este tipo de ataque é o mais comum, fazendo, em média, 1 milhão de vítimas por ano.

Protetores de tela com temas festivos – os papéis de parede com temas festivos ou opções para personalizar o celular também escondem armadilhas que capturam informações.

Vírus específicos para os Macs – com a popularização dos Macs, houve um crescimento na criação de vírus para atacar especificamente estas máquinas. A McAfee estima que os vírus para Macs estão crescendo cerca de 10% a cada mês que passa.

Phishing festivo – o phishing tem como objetivo enganar os usuários através de falsos formulários:

Mensagens falsas de alertas e que fazem uso da logomarca de uma empresa conhecida para dar mais credibilidade ao golpe: estas mensagens sempre solicitam ao usuário o preenchimento de um formulário para que ele receba determinada encomenda ou compra;

Smishing” ou phishing por SMS: as pessoas recebem mensagens pelo celular dizendo que suas contas bancárias sofreram um ataque. Na sequência, são orientadas a ligarem para um telefone onde terão informações mais detalhadas sobre o ocorrido.

Golpe dos cupons online – um dos golpes mais populares são aqueles que fazem com que a vítima acredita que pode ganhar/ganhou um objeto de valor ao visitar um site.

Golpe do cliente oculto – quem nunca viu um anúncio ofertando o “emprego dos sonhos”, dizendo que a pessoa pode ganhar muito dinheiro sem precisar gastar as solas dos sapatos? E o golpe do cliente oculto usa estes tipos de argumento para fisgar suas vítimas. O anúncio informa que trata-se de um emprego para adquirir produtos e, posteriormente, realizar avaliações. Porém, as vítimas que caem neste discurso, acabam ligando para o número telefônico informado e fornecem seus dados pessoais e financeiros para os criminosos.

Presentes quentes – todos os anos, determinados produtos tornam-se os presentes mais pedidos do momento. Vários criminosos fazem propagandas falsas em massa destes itens, criando sites e-commerce com layouts modernos e bem feitos para que as vítimas acreditem nas ofertas e efetuem a compra, e assim, forneçam o número do cartão e outros dados pessoais.

Mensagens postadas no Facebook – criminosos também saem em busca de vítimas nas redes sociais. Os alvos favoritos são as pessoas que informam publicamente que irão viajar. Dependendo da postagem, os criminosos conseguem saber o local da viagem, datas e outras informações que encorajam o planejamento de um roubo ou assalto.

A McAfee alerta: pessoas que postam os lugares que costumam frequentar, fazem check-in no Facebook cada vez que vão ao restaurante ou expõem informações sobre futuras viagens, tornam-se vítimas em potencial, uma vez que, fornecem informações suficientes para os criminosos estudarem os seus hábitos e dias em que as casas encontram-se sem ninguém.

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A Polícia Federal aconselha que toda denuncia de golpes digitais, manifestações racistas ou discriminatórias sejam registradas no próprio site da Polícia: www.dpf.gov.br.

E denúncias de crimes virtuais, devem ser reportadas para o endereço de e-mail: crime.internet@dpf.gov.br. O objetivo é centralizar e canalizar as denúncias para um setor apropriado. Depois de uma perícia, os laudos serão encaminhados às delegacias competentes.


Fonte:http://www.crimespelainternet.com.br/tipo-mais-comuns-de-crimes-virtuais/

  • 14-10-2016
  • Postado por Admin